Sobre Alessandro Borges
Vindo uma família extremamente musical, neto do Sanfoneiro Eurípedes Mariano (1916-2002), o violão se tornou uma extensão da própria identidade para Alessandro Borges desde muito cedo. O primeiro instrumento foi presente da mãe, a educadora Derenice Borges, por sugestão do tio percussionista, Mestre Masson do Pandeiro. Assim, com um violão de 12 cordas, ressoando seus 12 anos de idade, Alessandro trilhou os primeiros acordes partindo da prática informal, tocando com diferentes artistas que frequentavam as festas na casa de Dona Alice, sua avó.
Aos 18 anos, tornou-se músico profissional, reconhecido pela Ordem dos Músicos, e aos 21 anos ingressou no curso de Licenciatura em Música – Violão na Universidade de Brasília (UnB). Em 2001, ingressa no magistério público, atuando como professor efetivo da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), na renomada Escola de Música de Brasília. Em 2002, obtém o grau de Bacharel em Violão pela UnB.
No mesmo ano, ingressa no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal de Goiás (UFG), sob orientação do Prof. Dr. Eduardo Meirinhos, defendendo uma dissertação sobre as obras de violão solo de Dilermando Reis. Dando continuidade a sua formação, em 2024, conclui a sua Tese de doutoramento sobre os “Violonistas da Era do Rádio”, pelo Programa de Pós-graduação em História da UnB.
A partir de 2010 até os dias presentes, atua na UnB, como docente efetivo do Departamento de Música, tendo desenvolvido inúmeros projetos, tendo destaque a Orquestra de Cordas Dedilhadas da UnB.
Como a vida não é em linha reta, a sua narrativa também permite idas e vindas, assim, em 2007, funda, com Pilar Acosta, o Duo Sertânico, do qual nasceram várias músicas e dois meninos, o mais velho, violonista, Heitor Borges, e o caçulinha, dançarino, dando sequência ao legado musical de sua família.

Violão Solo
Alessandro Borges dedica sua carreira ao violão solo, interpretando obras do repertório brasileiro e internacional com sensibilidade e rigor técnico.
Duo Sertânico
O Duo Sertânico foi fundado em 2008 por Pilar Acosta (IFB) e Alessandro Borges (UnB), com o objetivo de construir um trabalho de resgate de composições brasileiras e latino-americanas, bem como de produção autoral.
Seu nome é uma homenagem ao Sertão, como um eixo do qual emana uma brasilidade ligada à terra, à vivência fora dos centros, e, em especial, àquilo que se pode chamar reexistência.
Tomamos o sertão como uma metáfora para o desertão absolutamente fértil que reexiste em face de todas as adversidades, que existe e resiste ao descaso e à escassez, e do qual brotam obras de arte que se entremeiam e constituem identidades na diversidade. Esse sertão brasileiro recontado por Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, ouvido na lírica de Elomar Figueira de Melo, que cunhou o termo música sertanesa ou sertânica, de onde nos inspiramos para nosso duo.
Ao mesmo tempo, entendemos que essa metáfora possa se espraiar pela América Latina como um todo, sendo, dos rincões, que nascem a potência e a criatividade popular.


Orquestra de Violões de Brasília
Iniciou sua atuação artística em 1991, a partir da iniciativa do violonista Jaime Ernest Dias. A idéia inicial do grupo era incentivar a prática da música de câmara e desenvolver um trabalho pouco comum ao instrumento. Sob a direção musical de Jaime Ernest Dias e Paulo André Tavares, outros catorze violonistas desenvolvem um trabalho instrumental que não se restringe a um único estilo. Além da música erudita, peças de Villa Lobos, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Waldir Azevedo, Tom Jobim e do conjunto The Beatles ganham diferentes leituras, a partir de arranjos do próprio grupo. Também fazem parte do repertório composições dos integrantes da Orquestra.
Em 1998, lançou seu primeiro CD, “Contrastes”, contendo composições que vão do Renascentismo e Barroco aos ritmos brasileiros, como o choro e o baião. O disco foi considerado, pela imprensa, um dos melhores lançamentos musicais de 1998, em Brasília.

Violão brasileiro, pesquisa e docência
Alessandro Borges é violonista, pesquisador e professor da UnB. Licenciado, bacharel e doutor, articula performance, história e pedagogia para valorizar o violão brasileiro, com destaque para a obra de Dilermando Reis e nosso patrimônio musical.



Avaliações


De Vento em Popa
2002 – 2024
O grupo ‘De Vento em Popa’ foi criado em 1997 e teve origem em uma proposta pedagógica, unindo cinco alunos de flauta transversal e a professora Madelon Guimarães. Com o passar dos anos, passou a inserir em sua formação o violão, baixo elétrico, piano e a percussão, deixando de ser exclusivamente um sexteto de flautas.
O grupo sempre valorizou a Música Brasileira Popular e Erudita, interpretando obras de grandes nomes como Heitor Villa-Lobos, Tom Jobim, Milton Nascimento, Pixinguinha, Chico Buarque, Edu Lobo, Luiz Gonzaga e João Donato.
O grupo já realizou apresentações nos mais importantes espaços de Brasília e em outras cidades do país, como Salvador, Fortaleza e São João Del Rey. Em outubro de 2018, a convite da École de Musique de Danse et de Théâtre de L’Agglomération Elbevienne, na França, realizou apresentações e oficinas durante a I Semana de Música Brasileira.

Depoimentos
“O músico Alessandro Borges consegue nos remeter ao estilo e passado raiz da verdadeira música brasileira. O berço do estilo da MPB, com um talento ímpar.
Além de um ser humano fantástico, é um músico maravilhoso.”
Camila Tenório Cunha
Professora EBTT do IFB e pesquisadora sobre educação
“Ouvir o Alessandro Borges tocar é maravilhoso, agora assistir de perto é de um deslumbramento…parece que ele é o violão são irmãos siameses, ele toca com tanto afeto pela música e pelo instrumento que isso transcende. Além da maestria Alessandro coloca sua alma e isso impacta nossos corações”
Thelma Melo
Artista Visual
“A simplicidade é sua marca registrada. Mas a busca da perfeição como violonista é uma meta.”
Jussara Luzia F. Gomes
Professora aposentada
“Alessandro Borges dedilha as cordas de seu violão como mar de calmaria…
Ouvi-lo traz calma ao coração e ao mesmo tempo, faz adrenalina surgir nos acordes mais intensos, dramáticos.
Sob o Céu de Brasília, é um presente histórico, delicado e forte quando nos traz a grandeza de Dilermano…
Encontro apoteótico de Alessandro com Dilermando…”
Amelinha Cris Araripe
Professora da SEEDF e poeta